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19 de Novembro de 2018
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    Contra o bullying

    A Comissão de Educação, Cultura e Esporte discutiu, durante a tarde desta quarta-feira, 4, a prática do bullying nas escolas. Comandada pelo deputado Frederico Nascimento (PTN), presidente da Comissão, a audiência contou vários questionamentos, além de terem sido apresentadas algumas sugestões.

    O presidente da Comissão apresentou, na ocasião, dois requerimentos referentes ao assunto abordado no encontro.

    O primeiro solicita ao Secretário de Segurança Pública, João Furtado, que instale a delegacia de crimes especializados referentes ao âmbito escolar. O segundo requerimento foi enviado ao governador Marconi Perillo (PSDB) e solicita a implantação de detector de metais em escolas e órgãos públicos.

    Com o pronunciamento do conselheiro Aires Francisco de Oliveira, representando o Conselho Estadual de Educação de Goiás, foi encerrada a audiência pública sobre prática do bullying nas escolas. "Nós não toleramos as diferenças, essa é a verdade", declarou. Para ele, as universidades não preparam professores para conviver com as diferenças. Ele citou Mandela, ao dizer que ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pelé, origem ou religião.

    Antes dele, a professora Luciana Moraes, representante da Faculdade Sul-Americana - FASAM, lembrou que, desde os primórdios, aquilo que destoa do padrão pré-estabelecido é alvo da sociedade, pois desde a antiguidade belo é sinônimo de bom. "E o bullying é a materialização da intolerância", disse ela, que também critica a falta de continuidade da política educacional no Brasil, que muda de quatro em quatro anos.

    Já a delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, Ana Elisa Gomes Martins, disse que, embora as pessoas busquem solução na polícia, não há muito o que fazer com relação ao bullying, a não ser medidas punitivas. Ela não responsabiliza crianças e adolescentes pela perda dos princípios morais, mas chama a atenção dos pais para a necessidade de mais envolvimento com os filhos e suas escolas.

    O vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia - SEPE, Flávio Roberto de Castro, disse que é preciso a conscientização de todos em torno da conscientização da família. Já a psicóloga Maria Betânia Gondim da Costa, doutora em Psicologia Educacional, disse que a escola é a repercussão da vida do aluno em casa e que os professores, em sua maioria, não têm preparo para o acompanhamento psicológico.

    A professora Ieda Leal, presidente do Sintego, disse que a escola tem que ser um espaço de verdade, onde o aluno seja feliz e o professor valorizado. "É preciso resolver a violência dentro da sociedade, que não segue mais regras de valores". Para ela, detector de metais, apenas, não resolve.

    O presidente do Conselho Estadual de Educação, José Geraldo de Santana, lembra que, em termos constitucionais, a escola é o espaço privilegiado do desenvolvimento da pessoa. "A escola reflete a realidade social, e a medida primeira é a construção de valores, tendo como objetivo a dignidade da pessoa."

    O tenente-coronel Wesley Siqueira Borges, comandante do Batalhão Escolar da PM, apresentou a 8ª edição da Cartilha do Batalhão Escolar, que já está sendo distribuída em todas as escolas da rede pública e particular.

    A mesa dos trabalhos foi composta pelos deputados Frederico Nascimento (PTN), Hildo do Candango (PTB), Sônia Chaves (PSDB), Ademir Menezes (PR), os palestrantes tenente-coronel Wesley Siqueira Borges, comandante do Batalhão Escolar da Policia Militar; Ana Elisa Gomes Martins, delegada titular da delegacia de Proteção à Criança e ao dolescente; José de Santana, presidente do Conselho Municipal de Educação; e a psicóloga Maria Betânia Gondim da Costa.

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